MÓDULO I – Espiritualidade
Relatório da Oficina de Espiritualidade – 07 de novembro de 2009
Tema: Evolução Histórica da Espiritualidade Cristã
Assessor:
Jair J. Schuh
Oração e
abertura: Sl 136 (leitura); cada um agradece a Deus por algo de sua vida;
canto Tua Palavra é lâmpada para meus
pés; leitura de At (primeiras comunidades cristãs); oração do Pai Nosso.
Retrospectiva dos encontros passados
“Sobre
espiritualidade, ficou mais claro com relação a outras espiritualidades, que
devemos ter respeito com a crença dos demais, evangélica, cardecista; e
sobre o último tema visões de Deus, a imagem de deus que nós temos.”
“Sobre as
imagens de Deus, vamos criando certas imagens de Deus, que não são do Deus
de Jesus.”
“Cada um
de nós temos um conceito de espiritualidade e de moral, me identifico com
esse modo de nos vermos como filhos de Deus, acima de religião e de igreja;
mas entro em dificuldade com os conceitos de Deus na comunidade em que atuo;
esses dias o tesoureiro da comunidade não ajudou alguém porque o caixa não
podia abaixar de R$ 16.000.”
“Para
mim, será que Deus não está presente em uma catástrofe, sim Ele está, está
em todo lugar.”
Mas o que
é espiritualidade:
“Ação de
amor, não é teoria, não está isolada no conhecimento.”
“Conforme
Santo Inácio é sentir e saborear internamente, é degustar, não é
conhecimento.”
“Para
mim, espiritualidade é se realizar nas pequenas coisas, não querendo fazer
muitas coisas.”
“Experiência que é muito pessoal, cada pessoa com Deus.”
Isso que
falavam se relaciona com mística, pode vir a se tornar uma espiritualidade,
por exemplo Santo Inácio, a experiência que ele fez de Jesus.
Espiritualidade é uma força, não é material, palpável, é algo bem concreto.
Comparando com um barco com as velas abertas, o vento que impulsiona o barco
é a espiritualidade. Mesmo dentro da Igreja fazemos experiências diversas,
mas a experiência comum é a fé em Jesus Cristo. Cada um faz a experiência,
mas a fonte é comum. A mística é a forma pessoal que cada um chega a Deus. A
espiritualidade é mais comum, coletiva. A origem da palavra espiritualidade
é isso, espírito, sopro, um hálito que nos aquece, que nos leva a agir
concretamente, nos leva a um posicionamento ético, moral.
Se vamos
conversar com outros cristãos, ou de outras religiões temos o conceito de
utopia, que nos impulsiona a um modo de realização na vida das pessoas.
O
evangelho é uma utopia, vai se realizando, mas não plenamente agora.
Os
conceitos de Reino, de justiça, de fraternidade que Jesus traz são muito
abstratos, aí está a utopia, mesmo explicando não vamos conseguir dizer
tudo.
Inácio
fez uma experiência mística, pessoal da espiritualidade cristã, e isso se
tornou uma espiritualidade, uma inspiração para outros.
“Utopia é
orientar minha vida para um topo, agora se vou chegar na metade do caminho,
não sei.”
“Como
Inácio, que a partir de uma noite de experiência com Deus, obteve uma nova
compreensão de tudo, de mundo, de fé.”
E como
Deus se revela em tudo isso:
“Santo
Agostinho diz que Deus escreveu duas escrituras: a da natureza e a Escritura
Sagrada.”
“para mim
Deus se revela no amor para com as pessoas”
“Cada um
é dirigido com algo, segundo os dons de cada: amor, crítica, não se
conformar, não aceitar”
“A gente
só consegue compreender a Ir. Dóroty, a partir da experiência de amor que
ela fez de Deus, e não discursos sobre o amor.”
Revelação
é tirar o véu, a gente entende não no momento, mas somente depois vamos ter
a noção de revelação. Dissemos que Deus se revelou nisso, ou seja, se refere
ao passado. A profecia é o caso de alguém que olha o passado e projeta para
frente; a revelação não pode ser dita para frente, ela é dita desse momento
para trás.
“Sobre a
Ir. Dóroty, Deus se revelou no resultado daquilo que ela fez, nos frutos que
isso produziu.”
“sobre as
pessoas que sentem inspirações do Espírito, revelação”
Somos
seres de possibilidade, constituídos de vários elementos, nosso psiquismo
pode produzir muitas coisas; São José teve uma revelação em um sonho, o
sonho despertou para que ele olhasse sua realidade, e procurasse uma
solução, fugir para não ser pego.
“Pe.
Libâneo explica o crescimento da Igreja Universal: as pessoas tem muitas
doenças que são psicossomáticas, muitas coisas, nessa igreja as pessoas são
acolhidas, uns oram pelos de mais, então ocorre, de fato, um milagre.”
Somos
privilegiados, pois temos toda a revelação.
“O sonho
que José do Egito interpretou para o faraó, isso pode ser possível”
O sonho
revela algo, mas não tudo, ocorre uma “explosão” na pessoa; algo muito
pessoal; uma história que indica algo; o sonho precisa então ser
interpretado. É preciso fazer uma leitura correta da vida, para compreender
um sonho.
Fazemos
regressões à primeira infância, ao colo da mãe nesse período tudo ocorre de
forma “mágica”: se eu choro ganho alimento ou sou limpo, e sempre amparado
no colo da mãe. Nossa sociedade hoje está infantilizando as pessoas, tudo
deve ocorrer num estalar de dedos; tudo vem de uma solução apenas milagrosa.
Assistir: filme sobre cristianismo da coleção religiões do mundo de Hans
Küng.
Partilhar algumas impressões sobre o filme
“tenho a
impressão de que os evangélicos ficaram com a Bíblia e nós católicos com os
sacramentos.”
Temos o
suficiente, mas creio que perdemos muito do “vento” que foi o Concílio
Vaticano II; nele percebemos que está o Espírito atuando.
E se eu
fosse contar a história de Jesus até nossos dias, como seria para cada
pessoa.
“as
várias formas de viver o cristianismo, ortodoxo, romano etc, são formas
válidas de fé, mas o que deve ser buscado é a tolerância entre as
religiões.”
“Lutero
fez um grande bem para a humanidade, mas penso no enorme sofrimento que ele
passou quando enfrentou o radicalismo da Igreja de Roma; eu creio nessa
esperança que Hans falava, levar esperança para quem precisa; nós devemos
ser hoje protagonistas.”
“estamos
aqui para isso: conhecer mais para poder questionar, cobrar os nossos
pastores.”
Encaminhamentos:
Ler
apostila: síntese da história da espiritualidade cristã