Oficinas de Espiritualidade - Textos para a Oficina de 04 de abril.
Ética e Discernimento
Roberto Rossi
1. Introdução
Dalmo Dallari observa, com razão, que a “questão
da ética não é uma questão teórica, é essencialmente prática, quer dizer: a
ética ou é praticada ou não existe”[1].
Ora, os problemas sociais, políticos, culturais, os atentados contra a vida
humana, despertam sempre a atenção para a eticidade do agir humano. Isso
acontece porque é diante dos fatos concretos, cotidianos, que as pessoas tomam
posições a favor ou contra.
Essas decisões podem ser corretas ou incorretas, justas ou injustas, boas ou
não, tendo em vista a influência ideológica, os valores, os interesses
particulares que temos. Contudo, baseado em que critérios podemos avaliar se
essas decisões são justas ou injustas? O que é preciso para que o agir humano
seja, de fato, ético? Há algum tipo de procedimento ou de técnicas que ajudam a
agir eticamente? Quais as relações possíveis entre a ética e o discernimento?
2. Uma possível definição de discernimento
Proponho para
esta reflexão a definição de discernimento como um instrumento metodológico, uma
ferramenta, que pode nos ajudar a tomar decisões, a fazer escolhas, a fazer
opções, a definir quais critérios deveríamos considerar para tomar uma decisão
ou fazer uma escolha. Quando falamos em critérios estamos nos referindo à
perspectiva ética do discernimento.
Etimologicamente, discernir deriva do vocábulo latino
discernere, “conhecer
de forma distinta, separar: bem e mal, certo e errado, estabelecer diferenças,
sentido de julgamento, julgo e decido sobre algo para mim (...) [todavia] o discernimento inaciano amplia essa perspectiva [sinalizando]
a busca da vontade de Deus; para Inácio
(...) o discernimento leva em questão o bom e o melhor (...) na perspectiva de
que de Deus só vem coisas boas...[2]”.
Enquanto
instrumento metodológico, o nosso enfoque não seria entendê-lo simplesmente como
uma técnica ou um conjunto de orientações para a prática do discernimento. É
preciso conceber o processo de discernimento no conjunto da vida e do agir
humano. Conforme Carlos Cabarrús, “para poder discernir além de certas
técnicas, precisamos ter atitudes humanas de discernimento. É ter a atitude de
poder escolher, em primeiro lugar o positivo, a felicidade, a vida”[3]. Ou ainda, segundo Baruffo,
para além de uma técnica meramente mecânica, o discernimento é uma atividade
humana, pois envolve a vida de uma pessoa ou a vida de um grupo de pessoas[4].
Admitir a
necessidade de assumir atitudes humanas no processo de discernimento nos
possibilita afirmar que tanto o discernimento quanto a ética situam-se no campo
do agir humano. Nesse caso, discernir é uma ação fundamentalmente humana. Para a
tradição grega aristotélica, a ação é entendida como uma “atividade”
essencialmente humana. Existir humanamente consiste em agir, procurando o bem e
a felicidade. Ao se referir ao agir propriamente humano, o homem grego entendia
essa ação como uma práxis. Não qualquer ação, mas uma ação pensada, discernida,
referenciada[5].
Enquanto
práxis, a ação somente tem sentido quando referida a uma ação comum, quando
relacionada a outro sujeito, que também age humanamente em busca da felicidade e
do bem. Ora, já é possível notar que o discernimento, mesmo se realizando no
recôndito íntimo de uma pessoa ou na cumplicidade de um grupo, ele está
referenciado pelo outro. Sartre, filósofo francês, observa que mesmo uma
decisão tomada na solidão não isenta a pessoa do compromisso com a
universalidade, isto é, com os outros[6].
Conhecidos ou não. Próximos ou
distantes.
Decorre disso
que o discernimento diz respeito ao modo de ser do sujeito, que age. Mas não
sozinho. Sendo referenciado pelo outro, discernir também pressupõe uma atitude
ética. Desse modo, o discernimento pode constituir-se num ethos individual e
coletivo, para além de simples técnicas de discernimento.
Assim, voltamos às perguntas iniciais deste texto: o que é o ethos? O que é a
ética? Quais as relações possíveis entre a ética e o discernimento? É o que
vamos refletir a seguir.
3. Conceitos de ética
Na história do
pensamento ocidental, a ética foi debatida, interpretada e discutida por
diversos pensadores no intuito de delimitá-la e explicá-la enquanto um campo
específico do saber-ser humano. Entretanto, é muito comum e notório o uso do
termo sem explicações plausíveis e bases teóricas sólidas. Ordinariamente
utiliza-se o conceito sem conhecê-lo. Tornou-se um daqueles termos “da moda”. “A
bola da vez”, diriam outros.
Usaremos nessa reflexão a concepção de Henrique C. de Lima Vaz. Ele nos diz que
a ética é “a codificação racional de um ethos que se supõe vivido pela
comunidade histórica ou que esta se supõe viver”[7]. Ou seja, a
“codificação racional” é a reflexão que se realiza sobre o comportamento, as
atitudes e ações humanas, em suas particularidades históricas e culturais. Ora,
é a reflexão sobre as ações humanas que possibilita a criação de um saber
racional sobre o ethos chamado Ética. Dessa forma, para entendermos o que é
ética, devemos compreender o conceito de ethos.
3.1 O primeiro sentido de ethos
Segundo Vaz, o primeiro sentido etimológico (origem, significado da palavra) de
“ethos (...) designa a morada do homem (e do animal em geral). O
ethos é a casa do homem. O homem habita sobre a terra acolhendo-se ao
recesso seguro do ethos. Este sentido de um lugar de estada permanente e
habitual, de um abrigo protetor, constitui a raiz semântica que dá origem à
significação do ethos como costume, esquema praxeológico durável, estilo de vida
e ação”[8].
Este sentido
figurado de morada indica que o mundo torna-se habitável ao ser humano, a partir
de uma assimilação ética dos costumes e hábitos culturais. Mas também, o espaço
do ethos não é dado ao ser humano, mas por ele construído, reformulado e
elaborado. Em outras palavras, o ser humano separa uma parte do mundo, para ali
construir um abrigo protetor e bom. É na construção desse abrigo bom que o ser
humano confere sentido para sua vida, para suas relações com o outro e com o
mundo.
Esse primeiro sentido de ethos diz respeito aos costumes estabelecidos,
legitimados e vivenciados por uma sociedade ou por um determinado grupo social.
Esses costumes estabelecidos são as normas, regras e valores que orientam as
ações e comportamentos de seus membros. Ethos,
então, significa um comportamento que se adota, e que se repete com
regularidade temporal, transformando-se em costume. Já é possível percebermos
que a reflexão ética é elaborada a partir da realidade social, cultural e
histórica de um povo. No entanto, não é qualquer costume que é reconhecido como
ético. Para os gregos, os costumes são éticos quando informados por valores[9].
Aristóteles, por exemplo, procurou demonstrar que o bem, como finalidade
objetiva do agir humano, é aquilo que apresenta um valor para o ser humano. Para
ele, o bem supremo é a felicidade[10].
Entendemos “valor” como algo que qualifica as coisas ou as ações realizadas pelo
ser humano. Cabarrús atesta que os “valores
são qualidades positivas das coisas, são elementos que carregam o que é bom e
que são reconhecidos” por uma coletividade. Todavia, considerando a atual
diversidade cultural, um valor pode ter sentido positivo para um grupo humano e
ser negativo para outro. Isso significa que não devemos absolutizar valores.
Ainda é preciso dizer que existem valores que são mais fundamentais que outros,
por serem mais universais. Os direitos fundamentais do ser humano, por exemplo[11].
Com relações aos valores, DALLARI observa que o ser humano tem como elemento
diferenciador a capacidade de distinguir entre o bem e o mal, o justo e o
injusto. A justiça, por exemplo, é um valor. Como existe essa “consciência” do
justo e do injusto, o ser humano tem a possibilidade de escolher aquilo que
considera justo. É desta maneira que vão se definindo os comportamentos e as
atitudes.
Dessa forma, podemos falar que um comportamento ético é aquele que corresponde
ao justo, por exemplo. Eu considero ético aquilo que é justo, pois esse
comportamento corresponde aos valores que escolhi para fundamentar minha vida.
Nesse caso, a justiça. Então, esse comportamento deve ser repetido, tornando-se
costumeiro. Ora, se agir com justiça é bom para uma pessoa, então, é bom também
para a comunidade, que irá configurá-lo objetivamente num modo coletivo de vida,
transmiti-lo culturalmente e configurá-lo normativamente. Isso, finalmente, vai
compor a ética[12].
Considerando o sentido figurado de ethos como morada do ser humano, ético, nesse
caso, significa tudo aquilo que ajuda a tornar melhor o abrigo acolhedor para a
vida humana.
Enfim, reiteramos que essa construção é processual, inacabada, histórica,
culturalmente referenciada. Disso resulta, que o ethos não é algo acabado e
feito em uma única vez. O ser humano está sempre moldando os padrões éticos para
a sua vivência intersubjetiva no mundo. Subjetivamente, centrada em torno do
comportamento individual; objetivamente, fundada no modo coletivo de vida, cuja
expressão será a lei.
3.2 O segundo sentido de ethos
O segundo
sentido de ethos “diz respeito ao comportamento que resulta de um constante
repetir-se dos mesmos atos. É, portanto, o que ocorre freqüentemente ou quase
sempre, mas não sempre, nem em virtude de uma necessidade natural”[13]. Este segundo sentido
define o ethos como o processo formador do hábito, do costume, vividos e
transmitidos por uma determinada comunidade.
Aqui ethos significa, portanto, um modo de agir, um modo de ser enquanto forma
de vida adquirida ou elaborada pelo ser humano. É preciso chamar a atenção que,
enquanto modo de ser, o sujeito age eticamente não meramente no cumprimento
rigoroso de uma norma, de uma lei, de um costume ou modo coletivo de vida de um
grupo social. Como é o caso dos contratualistas. Hobbes, por exemplo. Para ele,
as normas sociais não precisam derivar de uma consciência ética, nem precisam
ser cumpridas por respeito aos outros. A ética pode ser eficazmente substituída
pelo direito penal, cujas sanções levam o sujeito a cumprir as normas por medo
da punição. Nessa perspectiva, age bem quem cumpre todos os contratos sociais.
Não por conta de uma consciência ética, mas para não sofrer sanções ou punições[14].
Tampouco devemos seguir à risca a concepção ética do filósofo alemão Kant. Para
ele, grosso modo, as ações virtuosas não consistem na realização de boas obras,
mas apenas no cumprimento rigoroso do dever, visto que a moral é um assunto
interior. Este é um dos limites da ética kantiana, a recusa de qualquer
consideração sobre as conseqüências práticas do rigoroso cumprimento dos deveres[15].
Talvez devêssemos retomar certa tradição grega para a qual a ação humana é
entendida como práxis. É preciso reiterar que a práxis, para essa tradição
grega, é também um agir ético. Um agir que somente tem sentido quando
relacionado a uma ação comum. Berten observa que a práxis é uma atividade
vinculada à maneira de ser do sujeito que age
[16]. Age, refletindo, ponderando, em
vista de uma vida boa, com e para o outro, em instituições justas[17].
De sorte que o agir ético se entrelaça com um estilo de vida, um modo de ser no
mundo, respeitando o outro.
Se for
possível uma conclusão, podemos dizer o ethos “na sua realidade
histórico-social é o princípio e norma dos atos que irão modelar o ethos como
hábito”[18]. Isto é, na vivência
relacional do ser humano, a ação ética ou um costume procedem do ethos enquanto
modo de ser, este transforma determinadas ações humanas em hábitos individuais
ou coletivos. A repetição regular, consciente ou não, de um uso ou costume
constrói a cultura de um determinado grupo.
A cultura, conforme Vaz, é “o espaço onde o ethos se explicita formalmente na
linguagem das normas e valores e se constitui como tradição”[19]. Esta tradição ética
pressupõe uma continuidade de normas, valores, costumes, condutas e
experiências. Toda comunidade que vivencia um ethos irá transmiti-lo.
3.3 Então, o que é ética?
É um ramo da filosofia que se dedica à reflexão e análise do agir humano,
indagando sobre seu sentido, sua origem, seus fundamentos e finalidades. É um
tipo de saber que orienta o agir humano. É essencialmente um saber para agir de
um modo racional, cujo objetivo é fundamentar
decisões moralmente justas, com respeito aos direitos humanos, às diferenças
culturais.
Conforme
Aristóteles, o agir humano constitui objeto da ética. Ele observa que a ética é
por excelência uma filosofia das coisas humanas. O seu objeto é o estudo do bem
a que pode aspirar o ser humano, isto é, a felicidade. A ética procura, pois,
saber, em primeiro lugar, em que consiste a felicidade[20];
em segundo lugar, qual a forma de organização política que irá garantir a
felicidade[21].
Para Adolfo
Sanchez, a ética é a ciência do comportamento moral dos homens que vivem em
sociedade. É a ciência que investiga e reflete sobre o agir humano. Essa
definição sublinha o caráter científico da ética; isto é, corresponde à
necessidade de uma abordagem científica dos problemas morais[22].
A ética também procura definir o sujeito ético como um ser racional e consciente
que sabe o que faz, como um ser livre que decide e escolhe o que faz, e como um
ser responsável que responde pelo o que faz. A ética supõe, portanto, um sujeito
livre, que é capaz de refletir e de dialogar com o outro, respeitando as
diferenças; capaz de, por si mesmo, estabelecer valores e respeitá-los.
4. O campo ético da vida[23]
Do ponto de
vista sociológico, o conceito de campo refere-se a um subsistema social
organizado no qual se verifica um conjunto de relações entre indivíduos, grupos
e estruturas sociais[24].
Nesse sentido, o pensamento ocidental moderno definiu o campo ético como
constituído pelos seguintes elementos essenciais:
a) O sujeito
ético como um ser racional, consciente e dotado de vontade para controlar seus
instintos, impulsos e paixões.
b) O sujeito
ético como um ser capaz de deliberação, escolha e decisão livres, que percebe as
situações como simultaneamente determinadas e abertas, necessárias e possíveis.
c) O sujeito
ético dotado de capacidade para definir para si e para os outros os fins da ação
ética como recusa da violência contra si e contra os outros.
d) O sujeito
ético como capaz de estabelecer uma relação justa e legítima entre os meios e os
fins da ação, considerando que meios violentos ou anti-éticos são incompatíveis
com fins éticos.
e) Os valores
e normas, postos pelos próprios sujeitos éticos, na qualidade de deveres,
virtudes ou de bens realizáveis por todos e cada um.
Assim, o campo ético moderno pressupõe:
- Uma
subjetividade dotada de consciência, razão, vontade, liberdade e
responsabilidade;
- A
intersubjetividade não-violenta, consciente, racional e responsável, capaz de
justificar seus atos e responder por eles;
- Valores ou
fins, considerados bons e justos, válidos para todos os sujeitos éticos de uma
sociedade historicamente determinada;
- Regras e
normas de comportamento definidos pela noção de dever ou de obrigação para
aqueles que interiorizam a moralidade de sua sociedade;
- A idéia de
determinação histórico-cultural dos valores, normas e ações éticas, isto é, o
reconhecimento de que somos seres situados no mundo, condicionados pelas
situações sociais, econômicas, políticas e culturais, mas capaz de
compreendê-las, avaliá-las, superá-las ou transformá-las por nossa própria ação,
na companhia de outros.
De acordo com
Marilena Chauí, “uma ação só será ética se
consciente, livre e responsável; e será virtuosa se realizada em conformidade
com o bom e o justo. A ação Ética só é virtuosa se for livre e só o será se for
autônoma, isto é, se resultar de uma decisão interior do próprio sujeito e não
de uma pressão externa”[25].
5. Relação entre discernimento e ética
O
discernimento é, antes de tudo, uma ação humana. Quem faz o discernimento está
buscando o melhor para si. Inácio de Loyola diria que está buscando o Magis.
Paulo Freire, buscando Ser Mais. Ora, se admitimos que o objetivo primordial de
nossas escolhas e decisões é a felicidade, quem faz a experiência do
discernimento precisa reconhecer que não é possível alcançar a felicidade plena,
sem preocupar-se com o que está acontecendo com os outros, com o que está
acontecendo com o planeta. O respeito para consigo mesmo e pelo outro é
fundamental.
Ademais, no
momento de uma decisão, de uma escolha pessoal ou coletiva é preciso verificar
quais os critérios éticos e quais os valores que irão fundamentar tais escolhas.
O
discernimento será ético quando alicerçado em critérios, meios e valores que
respeitam a vida, a dignidade e os direitos fundamentais do ser humano.
Parafraseando Marilena Chauí, poder-se-ia dizer que o discernimento é ético
quando realizado com liberdade, autonomia e responsabilidade, em conformidade
com o bom e o justo para aquele ou aquela que o faz, sem prescindir da
existência do outro, que também busca o bom e o justo para si.
6. Conclusão
Paulo Freire compreende a dimensão ética na perspectiva de uma ética para a
vida, para a libertação, para a humanização crescente do ser humano e do espaço
onde ele habita historicamente. A ética é uma postura à qual homem e mulher em
processo de humanização e, portanto, de libertação, tem de assumir, perante
outros indivíduos e a sociedade.
Nesse sentido, a ética é antes de tudo uma postura coerente, honesta consigo
mesmo e com o outro no sentido da libertação do ser humano, ressaltando que a
libertação não é somente a libertação individual, mas coletiva[26]. Pois, ninguém
liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão e
solidariedade[27]. Com essas
palavras, ressaltamos a importância do discernimento comunitário. Da
participação responsável de todas as pessoas nas decisões que afetam a vida da
humanidade. Hoje e para o futuro.
Com Cabarrús concluímos que os valores que constituem o discernimento humano
devem ser aqueles que chegam à essência da humanidade, a vida. A vida,
individual e coletiva, a minha e a do outro, são os critérios fundamentais para
o discernimento humano. É o que chamamos de ética.
[1]
DALLARI, Dalmo de Abreu. Ética. Disponível em:
<http://www.scribd.com/doc/6783096/Etica>
[2]
Cf. Relatório da Oficina de Espiritualidade Inaciana do dia 14/02/2009.
Disponível em: <http://www.centroburnier.com.br>
[3]
CABARRÚS, Carlos Rafael. A mesa do Banquete do Reino, critério
fundamental do discernimento. Revista de Espiritualidade Inaciana.
Itaici, edição especial, no 33, ano 9, p.6, set/1998.
[4]
BARRUFFO, A. Discernimento. In: Dicionário de Espiritualidade, São
Paulo: Paulinas, 1989, p. 290.
[5] BERTEN, André. Filosofia Política, Paulus, 2003, p. 72-73
[6]
SARTRE, J.P. El existencialismo es un humanismo. Buenos Aires, Sur,
1975.
[7]
VAZ, Henrique C. de Lima. Ética e Civilização, Síntese Nova Fase no
49 (1990).
[8] Ibid. p. 12-13, nota 3.
[9] DALLARI, op. cit., p. 9-10.
[10]
Ética a Nicômaco, Livro I, cap. 1.
[11]
Cabarrús, op. cit., p.7.
[12] DALLARI, op. cit., p. 13.
[13]
VAZ, op. cit., p. 14.
[14]
SANTOS, José M. Leituras contemporâneas da ética de Kant. Disponível em:
www.lusosofia.net,
2006, 10-12.
[15]
COMPARATO, Fábio Konder. Ética: direito, moral e religião no mundo
moderno. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 287-304. Justiça seja
feita, a importância de Kant é a de ter posto em evidência o
reconhecimento do ser humano dotado de uma inigualável dignidade. Na
perspectiva do agir ético kantiano, o outro nunca deve ser uma coisa ou
um meio a ser instrumentalizado. Conforme Kant em seu
imperativo categórico:
Age de tal maneira que uses a
humanidade, tanto na tua, como na pessoa de qualquer outro, sempre e
simultaneamente como fim e nunca simplesmente como meio.
[16]
BERTEN, op. cit., p. 73.
[17]
RICOUER, Paul. O Si-mesmo como um outro. São Paulo: Papirus, 1991, p.
119.
[18]
SANTOS, op. cit., p. 5.
[19]
VAZ, Henrique C. de Lima. Escritos de Filosofia II: Ética e Cultura.
São Paulo: Ed. Loyola, 1988. P. 25-26.
[20] Ética a Nicômaco, Livro I, cap. 1, 1094, 25.
[21]
Aristóteles procurou responder a essa questão no seu livro Política.
[22]
VÁSQUEZ, Adolfo Sánchez. Ética. RJ, Civilização Brasileira, 1996, p.8.
[23]
CHAUÍ, Marilena. Ética e
Universidade. In: Universidade e Sociedade, ano V, nº 8, fev 1995, p.
82-87.
[24]
Para melhor entender o conceito de campo, consultar o livro de Pierre
Bourdieu, A economia das trocas simbólicas. São Paulo: Perspectiva,
1987.
[25]
CHAUÍ, Marilena. Uma ideologia perversa. Disponível em:
<http://www1.folha.uol.com.br/fol/brasil500/dc_1_4.htm>.
[26]
MARTINS, Tânia Barbosa e DIAS, Vagno Emygdio M. Reflexões sobre
princípios éticos em Paulo Freire e suas contribuições às práticas
educativas na construção de uma nova ordem societária. Disponível em:
www.ufscar.br/~crepa/ICREPA/praticas/.
[27]
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17ª edição, Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 1987, p. 29.