Oficinas de Espiritualidade

Relatório da Oficina de Espiritualidade – 20 de setembro de 2008

COMO LER A SAGRADA ESCRITURA


1. Oração inicial: Com Maria Benedita e Arlene

Canto n. 201, Eu creio em ti, Deus-Pai.

Dinâmica dos sentidos da pessoa: olhar o irmão; tocar, abençoar e ungir o irmão; falar, dizer o nome do irmão; saborear o sal; cheirar o perfume do óleo da unção.

Cada um diz o seu nome; de uma comida que gosta e de uma que não gosta; dizer algo sobre a oração, algo que lhe inspirou.

2. Memória do encontro passado

Como ler a Sagrada Escritura a partir do manual metodológico que foi distribuído (a partir do relatório da oficina anterior Maria Benedita recordou ao grupo os pontos abordados com relação ao tema)

 

3. TEMA DO DIA: COMO LER A BÍBLIA

Com Pe. João Inácio Wenzel, SJ

Lc 24, 13-35 Discípulos de Emaús - Divisão para trabalhos em 3 grupos:

1. Ler o texto em grupo e ver o que tem no texto (cara): quem são as pessoas, o que fazem e o que dizem.

2. O que o texto revela da situação das pessoas daquela época em que o texto foi escrito? (os pés: as dificuldades que enfrentavam...)

3. A mensagem do texto (coração): Que passos o forasteiro (Jesus) deu para fazer os discípulos mudar de ânimo e quais foram as suas reações?

a. Grupo Olhar e ver as pessoas

Jesus aparece como peregrino, como forasteiro; dois discípulos (um homem, Cléofas, e uma mulher, Maria, conforme João 19, 25);

b. Grupo tocar, o que fazem:

Os discípulos estavam a caminho de Jerusalém para Emaús comentando sobre o que havia acontecido com Jesus, ou seja, os feitos dele como um “profeta” e posteriormente o julgamento e crucificação de Jesus; Jesus, como peregrino quer saber sobre o que estão conversando, quer se inteirar do assunto; em Emaús os discípulos convidam Jesus para jantar com eles, tomam a iniciativa; e após experimentar a ressurreição, passaram da tristeza para a alegria e retornaram a Jerusalém, à comunidade.

c. Grupo ouvir, o que falaram:

Questionam o “peregrino” por ele não saber o que havia acontecido em Jerusalém; os discípulos falam muito sobre o fato das autoridades judaicas terem julgado e condenado Jesus, que era considerado um “profeta poderoso em obras e palavras”; Jesus constata que os dois estavam abatidos e sem esperança; depois de ter comentado sobre a situação em que os dois viviam lhes dirige a palavra e relata a história da fé do povo judeu, citando Moisés e os profetas; os dois colocam em prática a palavra que aconselhava que se desse hospedagem a um peregrino e pedem que Jesus permaneça entre eles e partilhem a ceia; Jesus desaparece após a partilha, significando que o Mestre estava na comunidade, vivo, e que não era preciso mais ver Jesus, mas fazer a experiência pessoal da ressurreição.

Aprofundando o texto:

Contexto histórico, dificuldades:

Comunidade desanimada, dispersa; descrédito com algumas mulheres ou testemunhas que haviam feito a experiência da ressurreição, por parte dos dois discípulos; falta de ânimo, pois percebiam que Jesus não voltava, como Ele havia dito;

Processo do caminho de Emaús:

Dinâmica de Jesus: se aproxima; Jesus os ouve, primeiramente e, depois, parte para o diálogo, quando já havia conquistado a confiança dos dois; fez com que entendessem que a morte do Messias anunciada pelos profetas era necessária para que houvesse a ressurreição (comenta as Escrituras); ao final Jesus espera uma reação dos dois discípulos e isso se concretizou quando os dois convidam Jesus para se hospedar na casa deles; e a partilha do pão é sinal de que é em comunidade que Jesus se torna presente.

Assim, o ponto de partida para ler a Bíblia é a vida associada a uma ação que vise promover a partilha na comunidade. Enfim, a pessoa de Jesus é o critério fundamental para o entendimento claro e sensato da Palavra de Deus.

4. Encaminhamentos

Textos “Visões de Deus”

5. Avaliação

Foi positivo abordar o texto bíblico a partir de perguntas, questões; constatação da discriminação de mulheres na composição do texto bíblico; o texto dá ânimo para a caminhada pessoal como cristão/ã.