Oficinas de Espiritualidade

Relatório da Oficina de Espiritualidade – 02 de agosto de 2008

Acolhimento (Maria Benedita)

·          Oração de Santo Inácio;

·         Para que estou rezando: perseverança, luz do ES para captar o conhecimento e aprofundar, vivenciar este conhecimento, ganhar conhecimento espiritualmente, buscar a vontade do pai sobre a nossa vida, nossa caminhada, amor ao próximo e a Deus, continuar até o fim como irmãos em cristo, que se aprenda bastante coisa na vida, vivenciar lá fora o que for mostrado aqui, discernimento devido ao desconhecido que sempre o mundo nos apresenta, para conhecer a vontade de Deus em cima das coisas novas, pedir mais força para a convivência espiritual, sabedoria, para transmitir aos irmãos;

·         Canto nº 14 – Mantra – repetindo e interiorizando nossas orações;

·         Invocando a luz do Sr a partir da ST. Passando a todos;

·         Leitura – Jeremias 18,1-7. O que mais toca a cada um, o que fala mais forte; - D dá tudo para a gente mudar de vida, mas se  o ser humano não dá sua cabeça, ele não vai ficar batendo em cima da mesma tecla, enquanto o ser não quer, ele não vai ficar iluminando este ser humano, nós podemos ser moldados desde que nos deixemos moldar, tudo depende de nós, o eco que recebi quando ele fala do objeto que quebrou e aproveitou estes pedaços para fazer como era melhor, de nos abrir para o novo, nos deixarmos se quebrar e moldar do que é melhor, aproveitar o lado bom, da esperança de um dia termos todos vida digna, plena; se acolhermos a palavra de D, ouvir a palavra dele, depende de nós.

·         Conclusão com Oração de SI

 

Introdução (condução: Jair)

Entender o que é que vamos fazer: metodologia (oficinas – vários instrumentos usados na construção, várias ferramentas,  algumas delicadas, exclusivas, outras de instrumento base, mais fortes, mais firmes, algumas adaptações também podem ser necessárias, ir montando ferramentas para utilidades específicas; esta oficina vai trabalhar a partir disso, nós estamos não só para aprender, mas também para transmitir, a gente aprende, mas ninguém é capaz de ensinar, apenas se transmite, somos como uma chave multifuncional, ora aprendendo, ora transmitindo, na oficina se vai construindo. Na medida que se vai movimentando as coisas, o que vamos chamar de espiritualidade, é o que vamos fazer, trabalhar sobre espiritualidade, com o que é profundo na vida de cada um de nós, aquilo que se faz presente e profundo, e significativo na vida de cada um de nós.) Conhecer as peças, conhecer cada participante da oficina, cada um com sua forma, seu jeito, traz aquilo que é possível, mais que peça, somos instrumentos, e podemos fazer múltiplas funções, mais que funções somos cada um , “aquilo que nós somos”, no ser daquilo que fazemos, realizamos. O que de fato sou? O que de mais significativo se faz presente em minha existência? O que posso oferecer neste grupo que começo a participar hoje?

Seguiu a apresentação de cada um dos membros participantes. Participaram desta oficina as seguintes pessoas: Maria do Carmo, Alice Helena Santiago, Ir. Regina, Aline, Sara, Edite, Armindo, Luiza, Iva, Eliane, Antonio, Tarsila, Marta, Ângela, Eliana, Marilza, Maria Costa, Maria Benedita, Claudia, Jair e Ana Lúcia.

Canto: “Lindo Demais” Zé Vicente

 Jair: Reinicializando

Apresentando o curso e seus segmentos, seus objetivos, acompanhamento espiritual, para quem assim quiser; ampliar e aprofundar na oficina as discussões, referentes à espiritualidade, inclusive pela internet, abrindo este novo espaço, o que vamos aqui produzir estará disponível no site do CBFJ, com espaço para comentários, na proposta de aumentar este diálogo.

A diversidade, a necessidade que precisamos ter de abertura para a diversidade, temos posturas diante de nós mesmos, diante dos outros, posturas como aquilo que é certo ou errado, que são diferentes para cada um, por exemplo: o que a Ana dizia, no final temos que escutar. Sempre existe uma outra possibilidade, aquilo que nos move no debate e na construção que vamos fazer.

Apresentação do Vídeo: “A PAZ” - Conferência Espiritual.

Intervalo...

“O QUE É ESPIRITUALIDADE?” (Jair)

Em que religião professa sua fé? São todos católicos, não existem participantes de outras igrejas?

Alice Helena: Existem vários tipos de católicos, há diferenças mesmo dentro de uma só igreja.

Jair: Isso é o que possibilita a criação de debates, sair da mesmice. Para acontecer debates é a diferença que possibilita, quanto maior a diferença, maior possibilidade de debate. Usaremos a história da Sagrada Escritura que narra que um dia Jesus Cristo andando com seus discípulos lhes pergunta: O que dizem por aí quem eu sou? E vocês o que acham que eu seja?

Vamos levantar o que ouvimos dizer por aí do que seja a espiritualidade? Para isso cada um escreve rapidamente o que ouvem sobre isso. Podemos colocar em comum o que percebemos.

 Jair: É interessante silenciarmos um pouco e deixar ressoar o que ouvimos, e tentar colocar em palavras próprias, o que é espiritualidade para mim? Em minha vida?

 Jair: tentando juntar o que se pensa, o que se ouve, normalmente”espiritualidade” está associada às práticas religiosas: rezar, confessar, ir à missa, dízimo, aquele que faz estas práticas, ou espíritos enquanto seita, crendices e crenças. Olhando de fato a espiritualidade, de forma geral, a percebemos misturada e confusa com vários outros conceitos, não é prática, não é mística, não é alma? É aquilo que nos move à mudança, para fazer o diferente, que me leva a fazer algo de forma criativa, diferente do que todo mundo faz, se coloca na fonte do que somos, sempre me move para o diferente, ou para a mudança. Distinguir entre espírito e alma, não são sinônimos. Alma é distinto de espírito, na medida em que nos compreendemos no processo de nossa vida, nosso corpo como está na bíblia, é que somos pó e ao pó voltamos, somos os setenta e tantos elementos que existem na natureza, e um dia, no processo da vida dissolvemo-nos na natureza. Esta construção de duas células, até sua decomposição, onde deixamos de ser como corpo. Alma é o que move este corpo e deste se separa na morte. O espírito, o que é então? A alma não deixa mais de existir. Antes de se ter movimento nas coisas existe movimento anterior a isto. “o espírito pairava sobre as águas”, todas as formas, perpassa pela dimensão de corpo, de alma, e se faz presente sempre. É aquilo que vivifica e faz a vida perceber de forma constante, não estática, aquilo que sempre está aí. A espiritualidade: o que nos move continuamente para a mudança, conduz-nos a alguma coisa, forma diferente na nossa vida, sair da inércia e fazer a coisa acontecer. Todas as coisas fazem parte do processo do espírito, são coisas que nos ajudem a superar esta inércia, as coisas ditas são as que tiram as pessoas da inércia, se olharmos como a espiritualidade funciona na gente, ou como podemos não resistir à inércia, a abertura de ‘vela’ do barco, com o mesmo vento, andamos em velocidade diferente, cada qual temos nossa vela, o espírito passa por nós de forma contínua, fazemos uso ou não deste vento.

Como atividade complementar para casa, cada um pode buscar outros conceitos: mística (diferença entre espiritualidade e mística), aprofundar mais este conceito de corpo, alma e espírito, buscar compreensões, reflexões, sobre o que seja espiritualidade.

Entrega de textos para leitura, comentários.

Relatório realizado por Claudia Aparecida Conti.