Movimento Acorda, Várzea Grande! prepara grande ato e caminhada para o
dia 18
“A situação em Várzea Grande é de extremo desrespeito”
Por Keka Werneck, da Assessoria de Imprensa do Centro Burnier Fé e
Justiça
O Movimento
Acorda, Várzea Grande! está
articulando um grande ato público, que será realizado dia 18 de abril,
próxima segunda-feira, para
denunciar desmandos na gestão municipal e o caos em que a cidade se
encontra.
O Movimento denuncia:
SAÚDE PRECÁRIA:
O nosso Pronto-Socorro está
desativado há meses e o
Hospital Regional até hoje não funciona. Enquanto isso, muitas
pessoas que precisam de assistência médica, sofrem e até morrem por
falta de atendimento. Nós estamos satisfeitos com isso?
RUAS ESBURACADAS:
Há buracos em todas as ruas da cidade e muitos acidentes de trânsito
acontecem por causa desse problema. Depois que
as obras do PAC foram
abandonadas por causa da corrupção dos políticos, não há mais
previsão para resolverem essa situação. Seja de ônibus, carro ou até
mesmo a pé nós sofremos com tudo isso. Vamos esperar até quando?
SEM REDE DE ESGOTO:
Na maioria dos bairros, completamente abandonados pela prefeitura,
não existe asfalto e nem rede de esgoto. Quando chove,
a lama invade as casas e existe o risco de
doenças por causa da água
contaminada. Além disso, estraga tudo que foi conquistado com
muito suor. Cadê a nossa dignidade?
MONOPÓLIO DO TRANSPORTE:
o transporte público em Várzea Grande é vergonhoso.
Não existe passe livre para
os estudantes, a
passagem de ônibus é cara e
a frota não atende as
necessidades dos trabalhadores, saímos e voltamos espremidos nos
ônibus. Você acha que está certo?
Às 9h, o povo seguirá em marcha até a Prefeitura. Uma comissão irá levar
a pauta do município ao prefeito.
Movimentos sociais e sindicatos participam dessa articulação que vem
sendo costurada há cerca de dois meses.
Conforme a educadora popular da Rede de Educação Cidadã (RECID), Dalete
Soares, essa é uma luta que partiu do povo dos bairros, que levou sua
preocupação à Rede, pedindo apoio na mobilização. “A s
ituação
em Várzea Grande é de extremo desrespeito, não há prestação de contas,
nossos direitos estão sendo diariamente violados. E não sabemos nem de
quem cobrar, porque lá está acontecendo a verdadeira dança das
cadeiras”, diz Dalete, que é também do Movimento Nacional de Direitos
Humanos.
Ela se refere à troca de mando em Várzea Grande.
O prefeito eleito Murilo Domingos (PR) foi afastado por 120 dias pela
Câmara Municipal que abriu uma comissão para investigar supostos atos de
improbidade. A Câmara afastou também o vice Tião Zaeli (PR). O
presidente da Câmara, João Madureira (PSC), acabou assumindo o cargo.
Mas a justiça determinou o retorno de Zaeli, porém a Câmara não acatou,
abrindo novas investigações.
O clima é de insegurança política e jurídica.
“Para nós não importa quem seja o prefeito, porque nós, o povo, chegamos
ao nosso limite máximo”, informa a militante.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que está com mais
de 350 homens e mulheres acampados no Trevo do Lagarto para as Jornadas
de Lutas nesse abril se juntará ao
Movimento Acorda, Várzea Grande!
Segundo Dalete, “é o campo e a cidade se unindo por reforma agrária e
pela vida digna”. |
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