Editorial

Cuiabá, 292 anos de caos

O que Cuiabá oferece como cidade interfere na vida de 551.350 habitantes, conforme censo 2009 do IBGE. Todo esse povo vive aqui, ricos e pobres, pretos e brancos, entre outras tantas diversidades.

Dia 8 de abril, a capital comemora oficialmente 292 anos de fundação.

Mas, para além da paixão que muitos sentem pela cidade, inclusive compartilhada por paus rodados, a cidade está em situação precária.

Dá 7 horas da manhã, para quem sai de carro para o trabalho, a única certeza que se tem é o tumultuado trânsito pela frente. Essa mesma muvuca arrefece nos meios dos períodos e nos sufoca novamente nos picos de transição, por volta do meio dia, por volta das 18 horas...

Dá uma olhada nessa matéria aqui sobre o caos no trânsito de Cuiabá.

Quem anda de ônibus – ou seja, milhares de pessoas – sofre mais, é claro. Depende de coletivos que chegam atrasados e lotados, sem ar condicionado, sem adaptação para portadores de necessidades especiais. Olha aqui como acontece.

A malha viária da capital está totalmente esburacada. Veja aqui o exemplo do Parque Ohara.

A crise na coleta de lixo ainda não está resolvida. Moradores lamentam o mau cheiro e o descaso.

A água também não é serviço democraticamente socializado entre todas as famílias.

Mas que desagradável expor as fragilidades da aniversariante Cuiabá, sem dizer que a cidade é também acolhedora e calorosa (embora o calor também é grave defeito para muitos).

O que é preciso saber é que a Copa de 2014 não vai resolver esses problemas sociais graves.

Cuiabá merece de presente mais que ilusões temporárias.

 




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