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Soja usa 5 milhões de litros de agrotóxico e chega ao leite materno em
MT
Thais Tomie/24 Horas News
“Após a aplicação, parte desses produtos atinge a peste alvo, enquanto
que o restante pode ser disperso no ambiente e acumular-se no organismo
humano” – explica Danielly Cristina de Andrade Palma, mestranda em Saúde
Coletiva da Universidade Federal de Mato Grosso. Nas amostras de leite
coletadas de 62 nutrizes, foram encontradas pelo menos um tipo de
agrotóxico. A coleta foi feita entre a 3ª e a 8ª semana após o parto.
Entre as variáveis estudadas, ter tido aborto foi uma variável que se
manteve associada à presença de três agrotóxicos.
O estudo é uma alerta para os moradores da região, pois os resultados
podem ser oriundos da exposição ocupacional, ambiental, alimentar do
processo produtivo da agricultura que expôs a população a 114,37 litros
de agrotóxicos por habitante na safra agrícola de 2009/2010..
“Por suas características fisiológicas e vulnerabilidade à exposição a
agentes químicos presentes no ambiente, este leite ao ser consumido
pelos recém-nascidos pode provocar agravos à saúde” – diz a
pesquisadora.
De acordo com o secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Lucas do
Rio Verde, Edu Pascosk, o que aconteceu no município foi um fato
esporádico que ocorreu devido a uma pulverização de uma aeronave que
passou dentro do perímetro urbano. “todas as providências já foram
tomadas e os agricultores estão seguindo normalmente a legislação
federal”, informou.
O município é considerado o segundo maior produtor de grãos do Estado. E
para o agronegócio, o lucro pode estar acima da vida. Diante dos fatos,
parece que o mesmo governo que faz campanhas para incentivar as mulheres
a amamentar, financia o agronegócio que produz a comida envenenada,
contaminando o leite da maioria das mães.
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