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Formad
define terra, grandes obras e diversidade cultural como eixos
prioritários de ação Entidades que compõem o Fórum Matogrossense de Meio
Ambiente e Desenvolvimento (Formad) definiram em Assembleia Geral que
vão atuar politicamente, este ano, com foco em três eixos prioritários:
terra e modelo de desenvolvimento; grandes projetos e legislação
ambiental; e diversidade cultural e gênero.
O Formad foi criado em 1991, quando entidades
ambientais, movimentos sociais e sindicatos do Estado se articularam
para discutir os problemas ambientais, com o propósito de se capacitarem
para o debate político na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio
Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD), realizada entre 3 e 14 de junho
de 1992 no Rio de Janeiro. O evento ficou conhecido como ECO-92 ou
RIO-92 e mobilizou o país e
o mundo em torno dessa pauta. São signatárias do Formad 33 entidades. Na Assembleia, o Formad também elegeu sua
coordenação para o período de 2011/2013: Opan, Sindicato dos
Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Centro
Burnier Fé e Justiça, Federação de Órgãos para Assistência Social e
Educacional ( FASE), Instituto Centro de Vida (ICV) e Sindicato dos
Trabalhadores Rurais
Rurais de Lucas do Rio Verde. As entidades presentes aprovaram a contratação de
um coordenador geral do Fórum e de um jornalista, para dar visibilidade
às reflexões, atividades e intervenções do Formad junto à sociedade. Para movimentar a agenda em comum, foi tirada na
Assembleia Geral que será organizado um conjunto de ações, entre elas um
seminário ainda sem data definida, sobre o Código Florestal, já que a
matéria tramita no Congresso Nacional e deve ser votada em questão de
meses. Outros debates já previstos serão sobre mudanças climáticas e
REED. Conforme o sociólogo Inácio Werner, um dos
coordenadores do Formad pelo Centro Burnier Fé e Justiça, o primeiro
eixo da agenda em comum denota a preocupação deste Fórum com a disputa
desigual entre a agricultura familiar e o agronegócio, com o uso de
agrotóxicos, com a concentração de terra e o agrocombustível.
Quanto à diversidade cultural e gênero, terceiro
eixo aprovado, Werner destaca que é preciso lançar um olhar sobre as
populações tradicionais e indígenas, as questões da mulher e outras
coletividades vítimas de discriminação e outros dramas sociais. Em sua agenda comum, o Formad buscou açambarcar uma
complexidade de temas ambientais de relevância, preocupantes, uma vez
que o senso comum ainda está domesticado a pensar a vida sob o ponto de
vista da produção em série com o objetivo do lucro imediato. Em
detrimento da sobrevivência do planeta e de toda forma de vida. Keka
Werneck, da Assessoria de Imprensa do Centro Burnier Fé e Justiça
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