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Tema: Reforma Política

O que você acha que deve mudar no processo eleitoral brasileiro com a reforma política?

“Promessas não cumpridas. Como podem prometer e não cumprir? E também não concordo com dinheiro público ser usado pelos candidatos. O cara que se propõe a ser candidato tem que se bancar. O que não tem dinheiro, se tiver respeito em sua comunidade poderá ser eleito sem gastar tanto”.

José Orlando, 54 anos, segurança, morador do bairro Quilombo, em Cuiabá.

“Não gosto de política, sou péssima para falar disso. Nem votar eu voto. Justifico, justamente porque acho que está tudo errado”.

Elizéia Policarpo, 28 anos, caixa, moradora do bairro Praieiro, em Cuiabá.

“Acho um absurdo: candidatos fazem promessas e não cumprem e fica assim mesmo. A pessoa confia nessa promessa, vota e as coisas não andam”.

Juliana Queiroz, 26 anos, fisioterapeuta, moradora do bairro Santa Cruz, em Cuiabá.

“Acho que o sistema eletrônico falha. Poderiam facilitar mais na hora da votação. Aconteceu comigo: uma urna estragou e ficamos por horas esperando até que voltasse. Sei que tem tecnologia mais avançada”.

Flávio da Silva, 29 anos, motoboy, morador do bairro Cristo Rei, em Várzea Grande.

“Sou contra as pesquisas, acho que deviam ser proibidas. Elas induzem o eleitor, que devem escolher seus candidatos ouvindo propostas”.

Edgar de Souza, 58 anos, corretor de seguros, morador do bairro Jardim Itália, em Cuiabá.

“Não concordo com a troca de ofensas, eu acho isso ridículo. Não precisamos mais disso. No meio dessas brigas, o eleitor, coitado, não sabe para que lado vai. Por isso que muita gente escolhe o candidato errado. Hoje é eleito quem grita mais”.

Sonia Maria, 45 anos, empregada doméstica, moradora do bairro São João Del Rey, em Cuiabá.

"Me indigna o gasto econômico. Acho um desperdício investido em tantas propagandas para no final dar em nada, porque tudo vai para o lixo”.

Luiz Fernando, 20 anos, estudante de Agronomia na UFMT, morador do bairro Boa Esperança.

“Sou contra o voto obrigatório, acho que deveríamos optar. Se o voto fosse livre, daí ninguém votava e não elegíamos ninguém. Governava qualquer pessoa. Se até o Tiririca pode ser deputado...Qualquer um pode”.

Emílio Martins Alves, 46 anos, microempresário, morador do bairro Jardim Universitário, em Cuiabá.

“Penso que poderia ser diferentes tantas coisas nesse processo eleitoral. São tantos candidatos falando tantas coisas, mas chega na hora de cumprir e não cumprem com o compromisso. A gente acredita e depois fica até triste e meio revoltada”.

Berenice Maria da Silva, 45 anos, serviços gerais, moradora do bairro São João Del Rey, em Cuiabá.

“Não tenho muito tempo para ficar assistindo televisão e acho que falta informação sobre os candidatos. A mídia não mostra toda a verdade. Além disso acho injusto alguns terem mais tempo que os outros para se apresentar, só porque têm influência. Alguns nos incomodam por horas e horas e outros só por um curto tempo. Está errado isso!”

Jéssica Tainara Montes, 18 anos, estudante de Química na UFMT, moradora do bairro Jardim Europa, em Cuiabá.

“Não concordo com tantas coisas, compra de votos, a sujeira que os candidatos fazem pelas ruas e as pichações nos muros, que, mesmo sendo proibidas, alguns ainda fazem isso. Além disso, tem candidato que contrata pessoal e não paga. E ainda tem as promessas de campanha que não são cumpridas”.

Gilmar Ramos, 37 anos, fotógrafo, morador do bairro Santa Inês, em Cuiabá.

“Tudo tem que mudar nesse modelo eleitoral. Para começar, parlamentares não deveriam fazer leis. Deveria fazer leis quem entende de leis. Esses políticos só fazem leis em proveito próprio. Os operadores de direito é que deveriam fazer leis. Se eu te perguntar onde estão as leis que beneficiam o povo, onde estão elas?”

Robson Casto de Pinho, 37 anos, farmacista e estudante, morador do bairro Ipase, em Várzea Grande.

“Sou totalmente contra o investimento de dinheiro público em campanha eleitoral. Acho injusto isso. Os partidos já recebem dinheiro público. Cada um que banque sua candidatura”.

Carlos Alberto, 18 anos, estudante e promotor de vendas, morador do bairro São Francisco, em Cuiabá.

“Primeiramente, quero dizer que muitos dos políticos só aparecem em época de campanha, são candidatos eleitoreiros. O político tem que ser político o ano inteiro. Não acho que qualquer pessoa possa cair de paraquedas na política, só para pegar voto. Precisamos criar regras claras com relação à carreira política”.

Magda Florentino, 44 anos, professora, moradora do bairro Jardim Universitário, em Cuiabá.

“O que está errado é a facilidade do discurso e a dificuldade de tradução do discurso para a realidade. Política existe para atender os interesses da cidade fundamentalmente. O que move o mundo não é a conversa e sim a idéia que tenha rumo e ação”.

Genésio Marques, 63 anos, professor universitário, morador do bairro Jardim Kennedy em Cuiabá.

 

  

OBS: Enquete colhida na rua 1 do bairro Boa Esperança, na região do Coxipó.




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