Militante de direitos humanos é morto no TO com sinal de tortura
Por Cristiano Machado, colaboração para a FOLHA em Palmas
Seu corpo apresentava sinais de violência em várias partes, de acordo
com a polícia.
Representante regional do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Silva
atuou em casos polêmicos no Estado, como a denúncia contra policiais
militares por prática de tortura e assassinatos.
Mais recentemente, esteve envolvido na apuração da responsabilidade
sobre o linchamento de um preso numa delegacia do interior.
De acordo com relatos de membros da CDH e do coordenador da CPT
(Comissão Pastoral da Terra) no Tocantins, Silvano Lima Rezende, Silva
teve alguns dedos das mãos quebrados, dedos dos pés arrancados e havia
sinais de agulhadas sob as unhas das mãos.
A declaração de óbito que a Folha teve acesso aponta "asfixia por
estrangulamento" como causa da morte. "O crime foi cometido com
requintes de crueldade", afirmou Rezende.
O advogado Sávio Barbalho, que atuava na comissão, disse que Silva foi
visto pela última vez no sábado (26), quando retornava de Goiânia (GO).
O carro em que viajava, um Fiat Uno que pertence à comissão, seus
documentos e cartões de crédito não foram localizados.
"Ele esteve num hotel em Gurupi [sul do Tocantins] no sábado e disse que
sairia para tomar um lanche e desapareceu. No quarto do hotel estavam
alguns de seus pertences como máquina fotográfica, notebook e outras
coisas", disse.
Segundo o coordenador da CPT, Silva relatou que sofria ameaças, mas
desconhecia os autores. "Ele me disse que recebia ligações de gente que
falava que sua hora estava chegando e que era para tomar cuidado com a
família. Pedi que procurasse o Ministério Público, a comissão nacional
[de Direitos Humanos], mas ele acreditava que pudessem ser apenas
intimidações", disse.
LINCHAMENTO
Além da denúncia feita contra policiais militares de Gurupi (sul do TO)
há seis anos, Silva atuou na apuração de responsabilidade sobre o
assassinato de Leonílson Batista de Souza, 27, preso sob acusação de
estupro e morte em Barrolândia (105 km de Palmas) em novembro do ano
passado.
O rapaz de foi apontado como autor do crime contra Edia Rodrigues
Siqueira, 18, vítima de abuso sexual e que foi atingida por 17 facadas.
No dia seguinte ao fato, um grupo de cem pessoas invadiu a delegacia,
rendeu os agentes penitenciários e matou o detento com golpes de paus,
machado e foice. Mais elementos sobre a morte
http://www.mndh.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2707&Itemid=56
http://www.atitudetocantins.com.br/?ctt=noticia.php&IdNoticia=8407
28/02/2011
Para Bispo de Cristalândia morte de Sebastião da Silva Bezerra foi “uma
perda terrível”
Por: Wesley Silas
Em entrevista ao AtitudeTO, o bispo e Coordenador administrativo dos
Direitos Humanos de Cristalândia, Dom Heriberto Hermes, disse que
Sebastião da Silva Bezerra era uma pessoa muito querida e que o enterro
acontecerá em Araguaçu.
Segundo o Bispo Sebastião Bezerra teria vindo da Chapada dos Veadeiros
onde esteve dando um curso no último final de semana.
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Ele foi para a Chapado dos Veadeiros para dar o curso, voltou para
Gurupi e chegou de madrugada, saiu e depois só foi encontrado o corpo
dele sem documento, sem o carro e sem nada. Parece que foi torturado –
disse o bispo.
De
acordo com Dom Heriberto, o corpo de Sebastião será velado em Araguaçu.
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Eu e estou indo para Araguaçu onde mora a esposa dele. Ele vai ser
sepultado hoje às 17hs. [...] Ele tinha duas filhinhas e o Sávio
Barbalho está entrando em contato com as autoridades para cuidar do
caso. É uma perda terrível, 100% das pessoas o achavam muito
querido – concluiu.
http://cptrondonia.blogspot.com/2011/02/brutal-assassinato-em-to-de-defensor.html
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Brutal assassinato
em TO de defensor dos direitos humanos
Recebemos à noite a notícia do assassinato de Sebastião Bezerra da
Silva, Secretário Executivo do Movimento Nacional de Direitos Humanos –
Regional Centro Oeste e do Centro de Direitos Humanos de Cristalândia,
TO. Na CPT TO conhecemos o Sebastião há mais de 15 anos, como militante
dedicado e competente, recentemente formado em direito. Ele deve ter
seus 35/40 anos. Ele foi brutalmente assassinado (com sinais de
requintes de crueldade) e o corpo deixado perto de uma fazenda na
estrada entre Gurupí e Dueré, sul do Tocantins, sem documentos (nem dele
nem do carro, que está também desaparecido). Pelo pouco que soube ele
voltava de uma viagem no sul do Estado com carro próprio e resolveu
pousar em um hotel em Gurupi. Saiu para jantar de pois de avisar sua
esposa de que só chegaria na manhã do dia seguinte em casa (em Paraíso
do Tocantins, 200 km). Nunca mais apareceu. Um corpo foi encontrado
domingo cedo quase totalmente enterrado, perto de uma fazenda entre
Gurupi e Duerê. Foi identificado com sendo ele. CPT - RO |
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