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CPT define prioridades em MT e elege nova coordenação
* Por Keka Werneck
Camponeses de todo o Mato Grosso estiveram reunidos na Assembleia
Regional da Comissão Pastoral da Terra (CPT), realizada entre os dias 17
e 19 de fevereiro, em Várzea Grande. A CPT definiu prioridades de ação
no Estado. Entre elas, destacam-se o fortalecimento da atuação da CPT na
formação de quadros e na definição do conceito de educação rural, para
que não seja descontextualizada. A plenária aprovou ainda o apoio
incondicional da CPT aos acampados, à luta pela terra e o fortalecimento
do movimento camponês para que faça intervenções mais eficazes. Apoio à
luta das mulheres e a aproximação com demais movimentos sociais de uma
forma mais tática. Foi aprovada uma lista com mais de 30 prioridades.
A plenária também votou e aprovou nova coordenação colegiada de Mato
Grosso: Irmã Vera (Acorizal-Baixada Cuiabana), Paulo (região do
Araguaia) e Nevair (Nortão).
Na apresentação dos trabalhos realizados pelas regionais da CPT,
destaque para o grupo do Araguaia, que tratou do trabalho escravo e da
luta contra a escravidão contemporânea.
No Nortão, o grupo deu uma amostra da violência no campo e a luta dos
camponeses que ainda estão acampados lá. Há mais de 10 boletins de
ocorrência registrados informando à política sobre ameaças e pessoas que
correm risco de morte.
A agroecologia está surtindo bonitos efeitos na região de Rondonópolis
(Sul). Nos encontros, distribuição de sementes, um trabalho interessante
com o baru, que é uma castanha nutritiva, e artesanatos, com sementes e
palha do milho.
Na Baixada Cuiabana, um grupo de mulheres apresentou ações na luta de
gênero, contra a violência doméstica: agressões físicas, psicológicas e
sexuais. Emoção ao lembrar de um crime em Jangada. O grupo foi visitar
as famílias da vítima e do agressor, ambas destruídas emocionalmente
pela tragédia.
Keka Werneck, da Assessoria de Imprensa do Centro Burnier Fé e Justiça |