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O que nos aproxima, salta aos olhos
* Por Ivan Deus Ribas
O ano começa e recebo com indescritível alegria a informação de que sua
Santidade o Dalai Lama confirmou sua presença no mês de setembro em
nosso país. Independentemente de credo, a figura sorridente do maior
representante de uma das maiores religiões do mundo, considerada a
quinta em número de praticantes, sem dúvida alguma é marcante e
inspiradora.
Recentemente li em uma pesquisa feita pelo IBOPE, que 18% dos
brasileiros que se dizem pertencentes a uma religião afirmam possuir
simpatia pelo Budismo. Tal percentual é considerável, se pensarmos que
existem cerca de 250 mil praticantes e a pesquisa demonstrar que 20
milhões de pessoas se declaram simpatizantes desta religião no Brasil.
O Buda, como foi chamado Sidarta Gautama após alcançar a iluminação,
afirmava não ter criado nenhum conhecimento novo, mas apenas ter
percebido algo que já existia. Sempre quando questionado sobre qual o
melhor caminho a ser seguido, essa ou aquela religião, dizia que devemos
seguir nossos corações. Assim igualmente, Jesus Cristo, que jamais
afirmou pertencer a uma religião ou mesmo ser fundador, ensinou com
profunda sabedoria o caminho do amar.
Se analisarmos a origem da palavra religião, veremos que sua raiz deriva
do latim religare que, por
sua vez, significa religar, re-conectar a algo, a Deus, ao Divino.
Assim, percebemos que reside nesta palavra o papel, a função, que deve
possuir qualquer instituição que assim se denomine, qual seja, o de
atuar como condutora, auxiliando os indivíduos a se re-conectarem com o
legítimo existente dentro de si e em todo o universo.
Neste sentido, pertencer a essa ou aquela religião não deve representar
um fim, mas o meio pelo qual exercito o amor e os valores essenciais e
tão prementes nos dias de hoje, capazes de transformar o mundo.
Para tanto, seja qual for o caminho que escolhermos professar é
importante que prestemos a atenção em nossos corações. Seja através de
Jesus, Buda, Krishna, Maomé e tantos outros Mestres, nas palavras de um
amigo, “o que nos é comum, que nos aproxima, salta aos olhos”**.
* Ivan Deus Ribas é bacharel em direito, integrante da Associação
Meditar, poeta, músico e compositor, além de amigo de todos os seres!
**Trecho final retirado do livro Autoencontro, Vida em Pleno
Contentamento, autor Ênio Burgos, editora Bodigaya.
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