EDITORIAL

Sem a mínima vergonha

Esteve em pauta semana passada no Congresso Nacional e ainda ressoa mal no ouvido dos trabalhadores a aprovação do projeto do executivo federal que fixa o salário mínimo em R$ 545.

Foi na verdade um ringue, um cabo de força. A vida do trabalhador: mero pano de fundo.

De um lado o Governo Dilma, oscilante entre os direitos do povo mais sofrido e a manutenção do status quo de uma burguesia econômica. De outro o PSDB de FHC e o DEM de ACM Neto. Os tucanos propuseram emenda, elevando o salário mínimo para R$ 600, vetado pela maioria do Congresso. E o DEM de ACM Neto, filhote da direita mais conservadora, propôs a emenda dos R$ 560, também vetada. Foi o dia em que a oposição protagonizou e fez discurso trabalhista. Pior ainda foi ver Ronaldo Caiado (DEM-GO), histórico defensor das oligarquias e do latifúndio, ir à tribuna fazer discurso em favor do povo. Quanta demagogia! O PSDB governou o Brasil por dois mandatos e, com o FHC, o salário mínimo subiu de R$ 70 para R$ 200, um aumento real de 85,34%. O Governo Lula pegou o mínimo em R$ 200 e o elevou para R$ 510, dando um aumento real de 100,97%. São dados oficiais. Quanto ao DEM, que tem quadros presentes por todo o Governo Militar, sem comentários...Destaque para o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) que salvou a dignidade da pátria, mas sem força política para reverter o quadro.

Quanta polêmica!

Porém, não se viu polêmica alguma ao final do ano passado, quando no apagar das luzes no Congresso, dia 15 de dezembro, deputados aprovaram aumento salarial para si mesmos de 61%. Sem a mínima vergonha.







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