Na sua opinião, qual é o principal problema nas relações de
trabalho?
“O mais
complicado é que muitas empresas exigem experiência, mas a
maioria delas não quer dar uma primeira oportunidade”.

Wender Ones Ferreira, vigilante, 28 anos, morador do
bairro Jardim Florianópolis, em Cuiabá |
Chefes ignorantes, que
mandam edesmanda, só porque têm qualquer poder e acham que podem
desrespeitar as pessoas”

Carlos Santana, 45
anos, diagramador, morador do bairro Grande Terceiro, em Cuiabá |
“O que me preocupa é a
chuva, porque se chove como que a gente pode trabalhar? Como que
eu vou engraxar sapato molhado?”

Paulo de Souza, 40 anos, engraxate, morador do bairro Cristo
Rei, em Várzea Grande
|
“O calor é que
incomoda, porque eu trabalho exposta ao sol, das 9h às
20 horas, no Centro, onde também tem muita gente
passando”.
Elisiane Patrícia, 23 anos, chapeira, moradora do bairro
Jardim Fortaleza, em Cuiabá
“O trabalho em casa
não é valorizado por ninguém, principalmente pelo marido. O
homem não enxerga esse esforço”.
Simone Coronel, 35
anos, dona de casa, moradora do Residencial Paiaguás, em
Cuiabá
|
“É o desaforo das pessoas
que chegam para serem atendidas. A gente agüenta muito, mesmo
lidando com pessoas mais simples”

Josenil
Souza, 41 anos, porteiro, morador do bairro Dom Aquino, em
Cuiabá |
“Salário baixo. Fico
preocupada e chateada quando o pagamento não convém com minhas
expectativas”.

Flaviana
Farias, 28 anos, auxiliar de cobrança, moradora do bairro CPA I,
em Cuiabá |
“Acho triste a falta de
companheirismo, mas o que vejo é que todos querem levar
vantagem, como na minha profissão, pegando cliente no famoso
‘laço’”.

Valdir Freitas, 36 anos, mototaxista, morador do bairro Bela
Vista em Cuiabá |
“Acabei de saber que meu
salário vai atrasar, que só vou receber em abril. Isso para mim
é a pior coisa, tenho que pedir dinheiro emprestado até para
pegar ônibus”.

Fabiana da Silva, 35 anos, professora interina, moradora do
Residencial Paiaguás em Cuiabá |
“Nada minha incomoda, nem
distância, nem patrão, nem a relação com os colegas, nem o
salário. Estou satisfeito com o meu trabalho”.

Alessandro Silva, 20 anos, técnico em computação,
morador do bairro Cristo Rei, em Várzea Grande |
“Vejo deficiências no
trabalho em equipe. É muita gente querendo prejudicar os outros.
Deveríamos trabalhar mais unidos”.

Helena Beatriz Zonoece, 30 anos, professora, moradora
de Acorizal |
“Não suporto
desorganização, em geral. Acho que tem que ter horário para tudo
e regras, isso evita desrespeito aos trabalhadores e aos
clientes também”.

Patrícia da Conceição, 31 anos, operadora de caixa,
moradora do bairro Jardim Paulicéia, em Cuiabá |
“Acho muito complicado a
distância, porque trabalho em várias residências, cuidando de
enfermos. E também é complicado conviver com tantas famílias,
pessoas tão diferentes”.

Luciene Ramos, 38 anos, enfermeira, moradora do bairro
Parque do Lago, em Várzea Grande |
“Trânsito! Está demais a
falta de respeito. Eu sou motoboy, mas não faço isso que falam
que a gente faz não. Eu respeito as regras, mas me sinto
desrespeitado”.
Reginaldo Oliveira, 27 anos, motoboy, morador do bairro
Alvorada em Cuiabá
"Acho que há várias contradições e
dificuldades nas relações de trabalho e todas elas refletem a
titude das pessoas. Se a gente pensar primeiramente no respeito
que se deve ter entre trabalhadores, colegas e patrões,
considerando que elas são pessoas, não máquinas, já é um começo
pra uma melhora. Depois, bom senso e união para agir da maneira
adequada."(Luana Soutos,
25 anos,
Boa Esperança,
Cuiabá -
MT)
|
Você também pode contribuir,
dê a sua Opinião: para participar,
clique aqui...
|