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http://www.rdnews.com.br/noticia/aprovacao-do-codigo-florestal-e-o-fim-de-lentidao-garante-jilson
Meio ambiente
| 15/02/2011 - 18:45
Vejam o que defendem os secretários de agricultura dos Estados, e para
quem não lembra MT está representado pelo ex-dirigente da FETAGRI e
CONTAG. O novo código Florestal vai vir com a pressão articulada do
Agronegócio.
Abs
Inácio
Aprovação do Código Florestal é o fim de lentidão, garante Jilson
Laura
Nabuco
A reunião com os secretários ocorreu em Brasília nesta terça (15). De
acordo com o secretário estadual de Desenvolvimento Rural e Agricultura
Familiar, Jilson Francisco da Silva, representou Mato Grosso, o código
significa o fim de um período de "lentidão" para a produção agrícola.
"Nos últimos 3 ou 4 anos houve uma tentativa de barrar o agronegócio e
quem saiu mais prejudicado foi o pequeno produtor", avaliou, numa
referência as medidas de proteção ambiental que dificultam o
desmatamento para novas plantações.
Mesmo com o relatório prevendo uma moratória que impede o desmate de
novas áreas durante cinco anos, Jilson comemorou o texto. "A medida não
é adequada para Mato Grosso no momento, mas digamos que seja um mal
necessário", ponderou. Entre os pontos mais festejados pelo secretário
está a anistia de todas as regiões abertas ilegalmente até 2008. "Para o
pequeno produtor isso é fantástico, porque os grandes de uma forma ou de
outra sempre acabam conseguindo a legalização de suas terras",
constatou.
Outro ponto que merece destaque, segundo Jilson, é o fato do código
isentar as pequenas propriedades de manter uma reserva de mata nativa.
Serão beneficiados com a medida os agricultores que têm até quatro
módulos de terras. Em Mato Grosso, cada módulo varia de 25 a 100
hectares. Para o secretário, a nova legislação vai trazer mais segurança
também para o setor econômico. "Quanto mais se dificulta a produção mais
ocorrem aumentos nos preços dos alimentos. Isso afeta todos os
consumidores de uma forma geral", pontua.
A aprovação do texto deve nortear as discussões a respeito do Zoneamento
Sócioeconômico e Ecológico do Estado (ZSEE), que deve voltar a ser
discutido na Assembleia em breve. No ano passado o relatório final do
projeto foi entregue ao governador Silval Barbosa (PMDB), mas, diante da
indicação de veto parcial do Paiaguás, a própria AL pediu que a matéria
voltasse à Casa para ser reavaliada. Na época Silval chegou a afirmar
que temia aprovar uma legislação que precisasse ser modificada mais
tarde, já que ainda não se tinha chegado a um consenso sobre o texto do
código florestal nacional. |