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Centrais dizem ter maioria para mínimo de R$ 560
Sindicalistas afirmam ter votos suficientes para derrubar aumento
proposto pelo governo, mas defendem acordo até a última hora para evitar
confronto dentro da base aliada
As centrais sindicais apostam que conseguirão um acordo com o governo
para aprovar na Câmara um salário mínimo de R$ 560. O valor R$ 15 acima
do que quer o Planalto seria uma antecipação de parte do re do reajuste
previsto para 2012. Até o final da tarde de ontem (14), os sindicalistas
acreditavam ter o apoio de mais da metade da Câmara para a aprovação do
novo valor. Mesmo confiantes na possibilidade de derrubar o mínimo
proposto pelo governo, eles defendem um acordo com o Planalto, ainda que
na última hora, para evitar o confronto dentro da própria base aliada.
Os principais líderes sindicais são filiados a partidos que apoiam o
governo Dilma. A votação está prevista para amanhã (16).
A proposta dos sindicalistas é considerada “simpática” pelo relator da
matéria, Vicentinho (PT-SP), ex-presidente da Central Única dos
Trabalhadores (CUT). Mas o governo, por enquanto, diz não abrir mão de
aumentar o salário mínimo apenas para R$ 545. Ontem, o ministro das
Relações Institucionais, Luiz Sérgio,
negou a hipótese de um plano “B”,
como querem as centrais.
Atualmente o salário mínimo está fixado em R$ 540. Esta é a primeira
desde 2007 que o piso salarial não subiu acima da inflação, exatamente
por conta de um acordo entre as centrais e o governo, que previa
reajustes somando-se a inflação com o crescimento da economia de dois
anos anteriores. Como em 2009, o PIB ficou negativo, o aumento que o
governo concedeu significa apenas a reposição inflacionária do ano
passado.
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