Projeto do Zoneamento é aprovado em redação final
Ele contempla as sugestões de cerca de 50 mil pessoas que participaram
dos debates em todas as regiões do Estado
NOTA DESTE SITE: Movimentos sociais questionam o documento final, por
não representar o que foi encaminhado nas audiências, onde teriam
participado 50 mil pessoas.
Por Maria Nascimento
Secretaria de Comunicação da AL
Deputados estaduais aprovaram na sessão de quarta-feira (01.12), em
redação final, o projeto de lei 273/2008 – mensagem 25 de 2008 – que
trata do Zoneamento Socioeconômico e Ecológico de Mato Grosso (ZSEE). A
peça foi aprovada nos moldes do substitutivo integral número 03, agora
com a inclusão das emendas e segue para sanção pelo governo.
NOTA DESTE SITE: Movimentos sociais protocolaram manifesto de repúdio ao
substitutivo 3 e pedem veto consciente do governador.
O projeto foi enviado ao parlamento pelo então governador Blairo Maggi,
no ano de 2008. Naquele momento, a Assembleia Legislativa criou uma
Comissão Especial que organizou um amplo debate com a população. Os
seminários técnicos e audiências públicas realizados no ano de 2009, em
todas as regiões do Estado, resultaram em diversas propostas que foram
incluídas na peça pelo então relator Alexandre Cesar (PT).
Depois, o projeto foi aprovado em primeira votação. Seguiu então para a
Comissão de Constituição, Justiça e Redação, onde foi nos moldes do
substitutivo integral número 03. Retornou ao plenário e foi aprovado em
2ª votação no dia 27 de outubro.
A peça aprovada incorpora as diretrizes do projeto original feito pelo
governo e também as sugestões dadas durante as audiências públicas e
seminários técnicos, realizados com a participação de cerca de 50 mil
pessoas em cidades-polos do Estado.
NOTA DESTE SITE: O deputado
estadual Alexandre César (PT-MT), relator do projeto original, afirma
que as alterações criam um “Frankenstein”,
que é uma afronta ao meio ambiente.
O ZSEE prevê uma política de desenvolvimento sustentável para Mato
Grosso considerando os meios físicos, bióticos e socioeconômicos.
Antes de entrar em vigor, o projeto deverá passar pela Comissão
Coordenadora do Zoneamento e Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama)
e receber o decreto presidencial. |