MT ultrapassa 3 milhões de habitantes em 2010
Crescimento acima da média não é total no Estado: Itaúba tem 2º menor
avanço do país
DHIEGO MAIA
Da Reportagem do DC
Mato Grosso alcançou, em 2010, a população de 3.033.991 habitantes. É o
que diz o Censo Populacional divulgado oficialmente ontem pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos últimos 10 anos, a
população mato-grossense cresceu 21,15%, índice acima do registrado na
região Centro-Oeste (20,74%). Isso representa, em números absolutos, um
acréscimo de 529.638 pessoas.
Em Mato Grosso a contagem populacional em 15 municípios com maior queda
de habitantes em relação à expectativa do IBGE passou por revisão.
Destes, apenas quatro tiveram a situação confirmada. Terra Nova do
Norte, São Félix do Araguaia (-1,46%), Marcelândia e Tabaporã (-8,53%)
perderam população e vão se juntar àqueles que terão perda no Fundo de
Participação dos Municípios (FPM), do governo federal, que se orienta
pela quantidade de habitantes para liberar recursos em cada cidade
brasileira.
Entre os 100 municípios que mais cresceram, quatro superaram as
expectativas do IBGE. Lucas do Rio Verde (135,79%) apresentou o melhor
desempenho. O município saltou de 19.316 para 45.545. Em seguida
aparecem Sapezal (129,85%), Nova Mutum (113,48%) e Juruena (106,85%).
O Censo ainda mostrou um Mato Grosso urbano. De acordo com o IBGE,
81,89% da população mato-grossense vivem na cidade e outros 18,11%, na
zona rural. Rondolândia, por exemplo, é o município mais rural do
Estado, com 76,7% de sua população no campo. No topo dos urbanos figura
Várzea Grande, com 98,5% de habitantes vivendo na parte urbana da
cidade. O Estado ainda possui mais homens do que mulheres. São 1.548.894
homens para 1.485.097 mulheres, uma diferença de 63.797.
CONTAGEM – Para chegar aos 3.033.991 mato-grossenses, o IBGE utilizou o
mecanismo da imputação porque encontrou 21.764 domicílios fechados no
Estado, que ficariam de fora do levantamento. A técnica consiste em
multiplicar as residências em questão pela média de habitantes por
domicílio (3,31). Com esse mecanismo, muitos municípios saíram da “lista
negra” (da redução populacional), que partiu de 98 para 41 cidades.
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