INACEITÁVEL!!!
http://www.noticiasnx.com.br/2010/index.php?option=com_content&view=article&id=19908:40-das-criancas-xavante-de-campinapolis-nascidas-em-2010-morreram&catid=9:notas&Itemid=90
40% das crianças Xavante de Campinápolis nascidas em
2010 morreram
Escrito por Sandra Carvalho
Seg, 22 de Novembro de 2010 15:53
Em Campinápolis, a 562 km de Cuiabá, na região do Médio Araguaia, a
taxa de mortalidade infantil entre crianças da nação Xavante continua
assustadora. Em 2010, das 200 crianças nascidas, 60 foram a óbito
vítimas de doenças respiratórias, parasitárias e infecciosas
decorrentes da falta de uma política eficiente de atenção básica à
saúde, sob a coordenação da Funasa. Os problemas vão da falta de
veículos, medicamentos e equipe técnica para atender as mais de 100
aldeias que juntas somam uma população em torno de 7 mil indígenas.
Em 2008, de acordo com dados do Datasus, disponíveis na internet, a
proporção chegou a 99,45 mortes de crianças Xavante para cada 1.000
nascimentos, índice alarmante e inaceitável. A taxa de mortalidade
infantil preconizada pelo Ministério da Saúde é abaixo de dois
dígitos.
Vários seriam os fatores que estariam contribuindo para este triste
quadro: Atualmente, a maioria das viaturas da Funasa está em
manutenção (dias atrás, todas estavam paradas) resultado do desgaste
por conta das péssimas condições das estradas vicinais; os recursos
humanos seriam insuficientes (inclusive não há como cobrir a ausência
de funcionários por férias ou licença médica); além da alta
rotatividade de funcionários.
Os próprios funcionários da Funasa e Funai reconhecem que está
praticamente impossível desenvolver as ações de saúde preconizadas
pelo Ministério da Saúde.
O quadro torna-se ainda mais dramático por causa da falta de
medicamentos de uso contínuo (hipertensão, diabetes, pênfigo), falta
de refrigeradores para armazenamento de vacinas e insulina e falta de
assistência médica especializada como para os casos do programa
Hiperdia e tratamento de pênfigo.
Os pacientes que necessitam de assistência hospitalar têm como
primeira referência a Casa de Saúde do Índio (CASAI), que fica em
Campinápolis. Quando o problema não é resolvido no CASAI, o paciente é
encaminhado para um dos hospitais de referência do SUS na região, a
exemplo do Hospital Regional de Água Boa, Hospital Municipal de Nova
Xavantina e Hospital Regional de Barra do Garças. Todos já saturados
devido a alta demanda de índios e não índios, já que muitos municípios
não possuem hospitais.
Muitos acabam morrendo porque já chegam no hospital com o estado de
saúde bastante agravado, reflexo dos serviços deficientes de atenção
básica à saúde nas aldeias. Hoje, apenas uma das quatro equipes de
assistência está totalmente completa. A equipe da micro-região das
Palmeiras (26 aldeias) não tem enfermeiro, apenas Agentes Indígenas de
Saúde (AIS). A região de Campinas (33 aldeias), também está sem
enfermeiro, tem 02 técnicos de enfermagem e 09 AIS. A micro-região da
Aldeona (33 aldeias) tem enfermeiro e São Pedro (35 aldeias) e é a
única que possui assistência à saúde bucal.
--
Grupo de Trabalho de Mobilização Social -- GTMS
http://groups.google.com/group/mobilizsocial?hl=en?hl=pt-BR
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