Brasil começa a sentir impactos do clima
Por keka Werneck, da Assessoria de Imprensa do Centro Burnier Fé e
Justiça
Um filme em estilo de reportagem – “Mudanças do clima, mudanças de
vidas” – dirigido por Todd Soutghte, do Greenpeace Brasil, fechou ontem,
dia 11.12, o videoforum “Crise Ecológica e Cinema”.
O diretor mostra no filme (veja
aqui)
que o Brasil já começa a sentir os impactos do clima e catástrofes, como
o furacão catarina, devem ser associadas ao aquecimento global.
O videoforum foi realizado,
com entrada franca, pelo Centro Burnier Fé e Justiça (CBFJ), dias 9, 10
e 11 de novembro, das 19h às 22 horas, no Auditório do Studium
Eclesiástico Dom Aquino Corrêa (Sedac), em Várzea Grande. Os outros
filmes exibidos foram “Home - o mundo é nossa casa” (veja
aqui)
e “A Era da Estupidez” (veja
aqui).
Participantes receberão certificado emitido pela Universidade do Vale do
Rio dos Sinos (Unisinos), São Leopoldo, RS.
O furacão catarina foi o primeiro registrado no Atlântico Sul, conhecido
como o paraíso tropical. Matou 11 pessoas, feriu 150, danificou 32 mil
casas, causou R$ 1 bilhão em prejuízos materiais. O catarina, no
entanto, é resultado da ação humana, é o que mostra o filme. A terra
está 0,7 graus C mais quente. O descongelamento das calotas polares tem
provocado reviravoltas oceânicas por aqui, que antes preocupavam em
outras partes do mundo. Somente nos últimos 10 anos, já foram
registrados mais de 40 tornados em Santa Catarina.
O filme expõe também pequenos produtores rurais do Rio Grande do Sul,
lamentando a seca, onde isso jamais havia preocupado.
O efeito estufa sempre fez um bem a terra, porque a mantem aquecida. Mas
a queima desenfreada de petróleo, que hoje move o mundo, libera CO2,
que, aprisionado na atmosfera, provoca muito mais calor. Esse é um dos
alertas.
Para pedir a nossa mudança de comportamento e a prática do que já
sabemos que é possível fazer contra esse conjunto de coisas, o
palestrante, Genesis Barbará, historiador, pós-graduado em políticas
públicas brasileiras e gestão escolar, contou uma parábola.
Nasceu uma criança com uma marca de sucesso. Na escola, era destaque.
Tinha o dom da oralidade. Cresceu e usou esse dom para ganhar a vida.
Através do dom da palavra, passava mensagens edificantes. Fazia
pregações. Em todo canto que ia, via que era seguido por um homem
simplório, um mendigo. Belo dia, olhou para o canto onde tal criatura
ficava a lhe ouvir e ele não estava lá.
O orador seguiu a vida pregando, até que chegou a hora do desligamento,
da morte.
No céu, começou a subir os degraus, em fila. Tinha muita gente lá. Bem
mais acima e à frente, viu o mendigo, com o qual, em vida, jamais havia
trocado palavra. E perguntou, indignado.
- Por que você que me ouvia na terra está tão à frente de mim aqui?
O mendigo respondeu:
- Eu apenas coloquei em prática tudo aquilo que você dizia.
Barbará criticou a qualidade das relações no mundo do “tempo é
dinheiro”. E citou o capitalismo como responsável pelos problemas
ambientais, já que é movido pela lógica do lucro e lucro hoje é igual à
queima de petróleo. |
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