Filme considera possível extinção humana
Por Keka Werneck, da Assessoria de Imprensa do Centro Burnier Fé e
Justiça
A extinção humana provocada pelo aprofundamento da afronta ao meio
ambiente, até 2015. É essa possibilidade que o filme “A Era da
Estupidez” leva
É dirigido pelo norte-americano
Franny Armstrong e o personagem principal, interpretado pelo premiado
ator britânico Pete Postlethwaite, é apenas uma miragem virtual de um
ser humano, que gravou um depoimento, guardado no arquivo global da
humanidade. Nesse arquivo, fica guardada também nossa produção cultural
– livros, filmes, arte – além de animais mumificados e diversos
utensílios, tipo um museu.
O arquivo se localiza no meio de um oceano revolto. Parece uma torre
fria, próxima à Noruega. Ou à ex-Noruega.
O protagonista passa o filme todo acessando na internet registros de
episódios que indicaram, claramente, para nós o fim da espécie. Mas não
demos bola. E o fim, segundo o filme, seria esse: a extinção humana. Se
bem que no final do filme, não aparece o clássico “the end”. Mas sim
“the end?” A interrogação é para provocar o questionamento: vamos deixar
que isso ocorra?
O nome do filme – A Era da Estupidez – é uma alusão a um possível nome
histórico para essa época em que o ser humano desmatou tanto, extraiu
tanto do planeta, cavou tantos abismos, que, por fim, cavou também
conscientemente a própria morte.
Katrina e outras catástrofes, a idéia de lucro e que isso será bom para
todos, o aquecimento global, que ainda parece para alguns ficção
científica, já batem à nossa porta.
O debatedor, pastor luterano e doutor Teobaldo Witter, destacou que a
natureza dialoga singelamente conosco, apesar de mal tratada, mas ela
também se revolta. “Nosso Titanic está indo em direção ao iceberg”,
alertou.
O videoforum está sendo realizado, com entrada franca, pelo Centro
Burnier Fé e Justiça (CBFJ), dias 9, 10 e 11 de novembro, das 19h às 22
horas, no Auditório do Studium Eclesiástico Dom Aquino Corrêa (Sedac),
O último filme da mostra é “Mudanças de clima, mudanças de vida”,
produzido pelo Greenpeace Brasil.
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