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As religiões do mundo e a ética global Por Ivan Deus Ribas*
Ao todo foram nove módulos, onde diferentes correntes religiosas foram
apresentadas e estudadas, dentre elas: o Cristianismo, o Islamismo, o
Judaísmo, as Religiões Chinesas, o Budismo, o Hinduísmo, as Religiões
Tribais, Afro-brasileiras e Indígenas –, cada uma apresentada em um
documentário do teólogo alemão Hans Küng, exceto as duas últimas que
entraram na pauta por iniciativa local, em reconhecimento as raízes
regionais e próprias do nosso país. Estiveram presentes diferentes
lideranças, religiosas ou não, praticantes, professores, profissionais
de diversas áreas, estudantes e interessados, com o intuito de conhecer,
de trocar impressões, de dialogar, de repensar.
A cada encontro, uma vitória, uma conquista individual e coletiva, onde
pré-conceitos, dúvidas, misticismos ou, ainda, puro desconhecimento iam
dando espaço para a amizade, para o respeito, para o semelhante, para o
outro – diferente de mim – mas que, igualmente, anseia por entendimento,
por paz, por compreensão.
Ao final da “novena”, como foi carinhosamente chamado pelos
participantes, a sensação foi de satisfação, muito embora saibamos que
estamos apenas engatinhando, no que se refere ao diálogo
inter-religioso, mas que, ainda assim, foi possível perceber que existem
diferenças sim entre as religiões mas que, em síntese, estas
“diferenças” são muito menores diante das semelhanças, que são muito
maiores em significado. O que realmente aproxima, e que é sutil,
“invisível” aos olhos, é imensamente mais profundo, sendo dito de
diferentes maneiras, com a capacidade de unir, de agregar, de superar
máculas, de perdoar, isso sim, de fato, é comum a todos os seres, muito
além das denominações religiosas que possamos professar ou praticar, o
amor, inegavelmente, é elo fecundo que reside em nossos corações.
É esse sentimento que sustenta e possibilita que pessoas como os amigos
e missionários do Centro Burnier empreendam ações que vão além do
universo pessoal, no intuito de promover o bem, procurando despertar na
sociedade um olhar mais humano, independente da religião, por isso acho
digno de atribuir a palavra “respeitável”. O meu sentimento de gratidão
também reside no fato que de alguma maneira a ação promovida por eles
permite que eu possa exercitar o melhor de mim, no caminho da verdade.
Meu muito obrigado.
Mãos unidas em prece. Dedico este pequeno texto aos inúmeros seres que
respiram comigo e que dividem a dádiva da vida. Muita paz.
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