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Arcebispo de
Cuiabá apoia nota da CNBB que rechaça uso eleitoreiro da Igreja na
campanha presidencial
Keka Werneck, da Assessoria de
Imprensa do Centro Burnier Fé e Justiça
“Se cometi algum pecado, me diga qual”,
indagou Dom Milton, se referindo ao fato dele apoiar as duas notas e à
pressão política que invadiu os bastidores da Igreja Católica. A influência da Igreja se dá não só pela histórica intervenção social que mantém, mas essencialmente porque no Brasil, segundo o IBGE, 73,6% da população se diz católica. Em período eleitoral, pessoas são iguais a votos.
“É toda hora gente me perguntando sobre esse assunto. A forma de
perguntar também pode ser uma forma de coação”, reclama o arcebispo de
Cuiabá.
A nota da CNBB, assinada pelo presidente da entidade, dom Geraldo Lyrio
Rocha, além do vice e o secretário geral, respectivamente dom Luiz
Soares e dom Dimas Barbosa, assegura o “direito – e, mesmo, dever – de
cada Bispo, em sua dicocese, orientar seus próprios diocesanos,
sobretudo em assuntos que dizem respeito à fé e a à moral cristã”.
Leia
aqui a nota da CNBB do Brasil
e
aqui a nota da regional Oeste
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