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Disputa de poder no STF ameaça
Lei da Ficha Limpa Depois de um ano e cinco meses de campanha, a Lei da Ficha Limpa, que
recebeu apoio de instituições como a Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB), o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), a
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Movimento de
Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) reuniu 1,3 milhão de assinaturas,
passou pela Câmara dos Deputados e Senado Federal, Ágil e efetivo, esse tribunal cumpriu de maneira eficaz a parte que
lhe cabia na contribuição da Justiça no esforço de reestruturação moral
da vida pública brasileira, compatibilizando-a com o que a sociedade
espera e para que funcionários públicos deixem exemplos dignos à
cidadania. A discussão do tema durou duas sessões, com lances de ridicularização
num ambiente marcado pela tentativa de usurpação de poderes do Executivo
e do Legislativo, do mandato anterior. A proposição jurídica do
presidente ao tentar negar legitimidade à lei e impedi-la de ser
submetida à votação, foi chamada pelo ministro Ayres Britto de “salto
triplo carpado hermenêutico”, provocando o riso dos membros da corte, do
plenário, mas recebendo reação irada de Peluzo. Ao final da sessão do impasse, no dia 24, o ministro Ricardo
Lewandowski , presidente do TSE, afirmou que a Lei da Ficha Limpa
continuará valendo para estas eleições, argumentando que a Lei
Complementar (LC) 135/2010 não sofreu nenhuma alteração, sendo aplicável
pela Justiça Eleitoral, e que a Constituição determina que são
necessários seis votos contrários para derrubar a Lei da Ficha Limpa. Joaquim se declarou vítima de uma "brutal injustiça", criticando os
juízes que mantiveram a condenação do TSE e, pior, atacando o próprio
STF: “Criaram novas leis, novas regras e sequer decidiram sobre elas
numa atitude medrosa”. Mesmo legal, a decisão de substituir sua
candidatura cheira a nepotismo e mantém o nível moral das acusações
pelas quais foi condenado. Diversas vezes. Mas, foi gerado um ambiente de confronto entre o STF e a opinião
pública, pela qual a corte demonstrou desrespeito, apequenando-se por
causa da atitude insensível ao clamor da sociedade contra a corrupção e
vendo a mancha desse mal em suas decisões. A decisão moral da sociedade está clara. A expectativa agora é
descobrir qual será o “salto triplo carpado hermenêutico” para explicar
esses fatos à sociedade. E que gesto o STF fará para recobrar a
respeitabilidade necessária ao exercício da função de defender a
Constituição.
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