FUNAI ANALISA IMPACTO DAS SETE NOVAS USINAS HIDRELÉTRICAS
De Brasília - Vinícius Tavares
A Fundação Nacional do Índio (Funai) tem 45 dias para
analisar o estudo técnico de viabilidade para a construção de sete usinas
hidrelétricas nos rios Teles-Pires e Apiacás. O estudo foi solicitado pelo
Ministério de Minas e Energia (MME) tendo em vista os impactos que os
empreendimentos causarão em três comunidades indígenas do norte de Mato Grosso.
O assunto foi debatido nesta quarta-feira (1) na sede
da Funai, em Brasília, e reuniu representantes da Sema, da Funai e da EPE
(Empresa de Pesquisa Energética), empresa pública responsável pela documentação.
De acordo com a superintendente de Infra-Estrutura,
Mineração, Indústria e Serviços da Sema, Lilian dos Santos, o objetivo da
reunião foi ver o cronograma de trabalho, analisar as demandas.
Segundo ela, Cuiabá sediará
uma audiência pública no doa 20 de setembro para exposição e discussão pública a
respeito da usina localizada na foz do rio Apiacás e dos impactos nas
comunidades indigenas.
“Estamos trabalhando a quatro mãos e com a máxima
transparência a respeito destas obras, que são importantes mas merecem toda a
atenção do poder público”, declarou. Somente após a elaboração do estudo pela
EPE e das audiências públicas é que o governo federal abrirá edital de licitação
para contratação das empresas responsáveis pela execução das obras.
O Plano Decenal de Energia elaborado pela EPE, do MME,
estima a necessidade de construção de sete usinas hidrelétricas em Mato Grosso,
levando-se em conta o crescimento de 4,90% ao ano da economia brasileira até
2016.
No total, serão construídas
cinco usinas no Teles Pires e duas no rio Apiacás.
A usina de Sinop terá potência instalada de 461 mW e deve ser construída a
partir de 2014. A usina Colíder, com potência instalada de 342 mW, deve ser
erguida a partir de fevereiro de 2015.
O empreendimento hidrelétrico
Magessi,
prevista para operação em abril de 2015, tem potência instalada de 53 mW. A
usina São Manuel, com entrada em operação prevista para janeiro de 2015, tem
potência de 746 mW e a usina de Teles Pires, prevista para operar a partir de
setembro de 2015, vai gerar 1,82 mW.
A usina do rio Apiacás tem previsão de entrar em
operação em abril de 2015, com potência de 275 mW. Já a de Marabá terá potência
instalada de 2,16 mil mW, a partir de dezembro de 2014.
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