A direção da
Central Única dos Trabalhadores (CUT) buscou ontem a adesão dos candidatos de
Mato Grosso à plataforma da Central Sindical
PEDRO
ALVES/DC
Presidente
da CUT, Artur Henrique, apresentou na redação do Diário a
cartilha sobre a plataforma da Central para a eleição 2010
ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem do DC
O presidente nacional da Central Única dos
Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos, esteve em Cuiabá ontem para
entregar aos candidatos de Mato Grosso a plataforma da CUT para as eleições
2010.
O dirigente sindical esteve ontem na sede do Diário,
onde entregou uma cópia da cartilha denominada “Plataforma da CUT para as
Eleições 2010”. Artur Henrique está levando a cartilha com as propostas feita
pelos trabalhadores aos candidatos de todo o Brasil. “Dessa vez nós estamos
dizendo o que queremos e não apenas ouvindo o que eles têm a dizer”, disse o
presidente.
Ontem à noite a Central realizou um evento no
Sindicato dos Bancários para apresentação das propostas e para que os candidatos
assinassem um termo de compromisso com a plataforma. Todos os candidatos, a
governo, Senado e candidatos a deputados federais e estaduais foram convidados.
A plataforma está dividida em três grandes diretrizes.
A primeira é a valorização do Trabalho. Nesse item, a Central quer a redução da
jornada de trabalho, a luta contra o trabalho escravo, empregos com mais
qualidade e não apenas quantidade, diminuição do emprego informal e mais
proteção social para os empregados.
A segunda diretriz prevê a igualdade, distribuição de
renda e inclusão social. Nesse sentido, a CUT pensa não só na condição do
empregado dentro do ambiente de trabalho, mas também os serviços que devem ser
prestados a todos cidadãos, como transporte, educação, segurança pública e
saúde. “A gente pensa no filho do trabalhador que precisa de uma assistência
médica quando está doente, no meio de transporte que leva o trabalhador ao seu
destino”, explica o presidente Artur Henrique.
Na terceira e última diretriz da plataforma de
propostas da CUT é discutida papel do Estado e a democracia. Nesse capítulo da
plataforma, um dos principais itens reclamados é a reforma Tributária. O
presidente da CUT afirma que a estrutura do modelo tributário é regressiva.
“Quem ganha menos paga mais imposto e quem ganha mais paga menos”, diz o Artur
Henrique.
As reivindicações levam em contas as diferentes
características dos estados e até mesmo as diferenças econômicas dentro de cada
um deles. “Aqui em Mato Grosso mesmo as regiões têm vocações diferentes, umas
são para o agronegócio, outras turismo e outras para a indústria, por exemplo.
Tudo isso tem que ser levado em consideração, pontua o presidente.
Esse conjunto de proposta foi construído em conjunto
com as CUTs dos estados. Essa forma de abordagem começou em 2008, nas eleições
municipais. E foi uma experiência que deu certo. O presidente já visitou 16
estados, cobrando compromisso com os candidatos.
Mas apesar de levar as propostas para todos os
candidatos, a direção da CUT já tem direcionamento certo para na hora do voto à
Presidência: Dilma Rousseff. Artur Henrique diz que pela avaliação das propostas
dos candidatos Dilma vai continuar a valorizar os movimentos sindicais, que,
segundo Artur, foram valorizados pelo governo Lula. “Nós estamos tentando fazer
esse convencimento dos trabalhadores. A orientação é de impedir a volta dos que
estavam no governo”, confessa o presidente.